Relíquias do Vaticano no Museu Nacional de Belas Artes no Rio

Como parte da visita do Papa ao Rio de Janeiro e da Jornada Mundial da Juventude, o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio, vai receber uma mostra de relíquias do Vaticano. Será a principal atração cultural da Jornada.

A mostra será composta de mais de cem telas, esculturas e raridades. É um acervo tão valioso que está vindo para o Rio à moda de herdeiros de uma família abastada ou altos executivos de uma poderosa multinacional: em vôos separados. Evita-se, assim, que em caso de acidente todas se percam. O primeiro deixou Roma há pouco mais de uma semana. Estarão em exposição curiosas raridades, como o recipiente de prata onde se guardou, um dia, a cabeça de São Sebastião, bem como um osso da testa de São Gregório de Magno. Além dessas curiosidades, segundo o curador do acervo, Giovanni Morello, a mostra contará com cinco obras “excepcionais”: o “Mandylion de Edessa”; a escultura “Busto di Cristo fanciullo”, de Da Vinci; a “Pietà” (cópia de 1975) de Michelangelo; a pintura “Ressurezione”, de Ticiano; e dois pequenos retratos Pedro e Paulo, do século III.

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O Mandylion de Edessa

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Ressurezione, de Ticiano

 

É interessante a mística acerca do Mandylion. Tida como a primeira representação do rosto de Cristo, a peça teria surgido misteriosamente (“não pelas mãos do homem”, como explica o curador), num tecido branco, entre os séculos III e V. A imagem foi transferida do tecido para a madeira e hoje existem muitas versões dela. O que singulariza a que estará exposta no Rio é o fato de ser a peça que fica na Sacristia do Papa Francisco. 

Morello conta que João Paulo II, “que viajava muito”, foi quem defendeu que a coleção do Vaticano deveria circular. Embora não seja religioso, o curador puxa uma frase de São Gregorio de Magno para justificar as mostras da Jornada: “No século IV, ele escreveu uma carta dizendo que as obras de arte são a Bíbila do pobre. Quem não pode ler o Evangelho, pode recorrer a imagens, e elas dizem o que está no livro”.

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São Pedro

O Museu Nacional de Belas Artes ficará aberto até as 21h durante a mostra, antevendo filas de até duas horas e estimando cerca de sete mil visitantes por dia. Das 17h às 21h, aliás, não cobrará ingresso (antes desse horário, a entrada custa R$8).

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