Argentina dia 5. Feliz Ano Novo. Cambio e Desligo.

Minhas malas jah estao prontas. Amanha parto daqui de Mendoza para Buenos Aires. Vou embora daqui com a certeza de que tenho ainda muita coisa para ver aqui. Cabem mais uma ou duas viagens para ca com toda certeza. Tem pelo menos tres vinicolas que eu quero conhecer pelo vinho, que ja gosto muito: Pulenta, Luigi Bosca e Rutini. Tem aquelas que os mendocinos me disseram que alem de ter bom vinho, tem uma experiencia turistica que vale a pena: Tapiz e Terrazas de Los Andes. Isso sem falar das que nao conheco e posso descobrir. Hoje o guia Sergio me falou de um programa que vai fazer em fevereiro com um grupo de americanos, que me deixou bastante tentado: um trekking de dia inteiro, montanha acima, ateh uma cervejaria artesanal que usa a agua pura dos antes. Cool!

A cidade eh super agradavel de caminhar, sem rumo. As avenidas sao largas e bem arborizadas. Tem restaurantes otimos e um comercio interessente de artigos da regiao: vinhos, azeites, artigos de la e de couro. A populacao e simpatica, atenciosa a prestativa.

O hotel – soh para lembrar, o Park Hyatt Mendoza – tem muita coisa que nao consegui aproveitar. Um spa cinco estrelas, piscinas, o cassino. O servico deles eh espetacular. Os quartos sao arrumados duas vezes por dia, e ainda me deixaram um mimo de surpresa, como gentileza de ano novo: cookies, azeitonas de Mendoza, embebidas no bom azeite local e uma garrafa de Graffigna Malbec Late Harvest

O "mimo" que o pessoal do hotel deixou no meu quarto hoje

O “mimo” que o pessoal do hotel deixou no meu quarto hoje

Em resumo: se nao tivesse tantos lugares no mundo que eu ainda quero conhecer – e me falta tempo – jah estaria programando uma outra viagem para Mendoza. Recomendo muito.

Mas hoje teve pedalada ainda. Soh que com as vinicolas todas fechadas no dia 31 de dezembro, a pedalada foi aqui em Mendoza mesmo. Pegamos as bicicletas jah na frente do hotel e fomos ateh o Parque San Martin, que eh o mais antigo – de 1861 -, o principal de Mendoza e um dos mais importantes da Argentina, por sua extensao e por sua localizacao, praticamente dentro da cidade. O Parque tem 307 hectares de extensao, mais de 17 kms de caminhos e ruas internas e uma vegetacao exuberante, com mais de 5000 especies vegetais. O Parque tem ainda muitas esculturas grandiosas – mais de 34 – e paisagismo caprichado. Os equipamentos do Parque sao muitos. Tem teatros, um lago grande, com raia para esportes nauticos, o Club Nautico de Mendoza e diversos outros clubes, tem uma universidade e o velodromo de Mendoza. Mais importante, dentro do Parque estah o estadio de futebol Malvinas Argentinas, que sediou partidas da Copa do Mundo de 1978 – Mendoza foi uma das quatro sedes, junto com Buenos Aires, Cordoba e Mar del Plata – e da Copa America de 2011.

A bela entrada do Parque

A bela entrada do Parque

A Alameda de entrada

A Alameda de entrada

A fonte das nacoes

A fonte das nacoes

O Clube Nautico e o lago

O Clube Nautico e o lago

Um dos portoes do Estadio Malvinas Argentinas

Um dos portoes do Estadio Malvinas Argentinas

O estadio Malvinas Argentinas, visto do Cerro de la Gloria

O estadio Malvinas Argentinas, visto do Cerro de la Gloria

A pedalada no parque em si foi tranquila e agradavel. Acho que hoje foi o dia que fez menos calor aqui. Soh que depois que passamos por boa parte dos caminhos do Parque, nosso guia resolveu nos levar ateh o alto do Cerro de la Gloria. Eh uma elevacao de quase 1000 metros, e uma ingreme estrada colina acima. Nao teve jeito. Parei na metade e Gabriel, o anjo da guarda da van de apoio veio me resgatar. Terminei o trajeto na van e lah em cima encontrei o resto do grupo, para um de nossos tradicionais piqueniques de recuperacao, soh que dessa vez, como era a ultima pedalada do programa, acompanhada por Stellas geladissimas.

Monumento ao Exercito dos Andes no Cerro de la Gloria

Monumento ao Exercito dos Andes no Cerro de la Gloria

O grupo animado, recuperando as forcas

O grupo animado, recuperando as forcas

A recompensa pela pedalada de hoje

A recompensa pela pedalada de hoje

Os parcerissimos Gabriel (motorista) e Sergio (guia)

Com os parcerissimos Gabriel (motorista) e Sergio (guia)

Depois, tive uma das experiencias mais legais da viagem: o downhill de volta ateh a entrada do parque e depois ateh o hotel, em alta velocidade. Muito legal.

Como disse, jah estou de malas arrumadas. Mas parto daqui sem duvida diferente do que cheguei e essa eh sem duvida a ideia dessas minhas viagens, meio sozinho, meio descobrindo as coisas. Conheci pessoas muito legais. Que encaram esse tipo de programa a mais tempo que eu. Fazem pedaladas, trekkings, escalam. Jah viajaram meio mundo e conheceram lugares interessantissimos dessa forma e com toda certeza quero fazer isso mais vezes.

Agora um descanso e daqui ha pouco a festa de reveillon do hotel. Amanha parto ainda antes do almoco para Buenos Aires e que venha 2014. E que continuemos todos abencoados. E que cada um de nos encontre o que eh mais importante nessa vida: felicidade.

Fiquem com Deus.

Musica para nosso Ano Novo. Jamie Cullum. Next Year, Baby. Musica e letra.

Next Year,
Things are gonna change,
Gonna drink less beer
And start all over again
Gonna pull up my socks
Gonna clean my shower
Not gonna live by the clock
But get up at a decent hour
Gonna read more books
Gonna keep up with the news
Gonna learn how to cook
And spend less money on shoes

Pay my bills on time
File my mail away, everyday
Only drink the finest wine
And call my Gran every Sunday
Resolutions
Well Baby they come and go
Will I do any of these things?
The answer’s probably no
But if there’s one thing, I must do,
Despite my greatest fears
I’m gonna say to you
How I’ve felt all of these years
Next Year, Next Year, Next Year
I gonna tell you, how I feel
Well, resolutions
Baby they come and go
Will I do any of these things?
The answer’s probably no
But if there’s one thing, I must do,
Despite my greatest fears
I’m gonna say to you
How I’ve felt all of these years
Next Year, Next Year, Next Year

Argentina dia 4. A Jornada continua. E meu corpo dah sinais de cansaço onde eu nao esperava

Hoje foi o segundo dia de pedalada entre vinhedos aqui em Mendoza. Acordei ressabiado. Honestamente nao sabia como meu corpo, semi-sedentario, resistiria a essa carga de exercicios. Mas surpreendemente acordei bem. Disposto ateh. A rotina foi seguida como do dia anterior: o grupo se encontrou no lobby do hotel e no horario combinado, 09h00, o guia Sergio e o motorista Gabriel passaram aqui para nos pegar. Se ontem fomos ateh o distante Vale del Uco para lah comecar a pedalada, hoje o trecho na van seria mais curtinho. Soh de 50 kms, ate a localidade de Lujan de Cuyo, onde se encontram alguns dos mais celebres vinhedos de mendoza. O mapinha aih embaixo mostra um pouco essa geografia

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Uma das coisas que me preocupava era o fato de que o trajeto seria maior que o da véspera – em cima de uma carcaça jah cansada do dia anterior. Fariamos hoje 31kms, contra os 22kms de ontem. Mas vamos lah. Se tudo o mais falhasse, Gabriel e a van sempre seguem a gente e eh soh pular la dentro e seguir no ar condicionado. Alguns detalhes praticos sobre uma viagem como essa: protetor solar eh fundamental e nao pode dar vacilo nesse particular. Jah falei diversas vezes do calor e do ar quente e a verdade eh que isso aqui eh um deserto. Nao fosse a agua de degelo da cordilheira, o deserto estaria completo. E tem muito sol mesmo. Para voces terem uma ideia, saih para conhecer um pouco da cidade depois que descansei, pos caminhada, e tinha sol no ceu as 09 da noite. E nao se esquecam de que aqui nao tem horario de verao. Uma das colegas do grupo vacilou com o protetor solar ontem e estava com uma queimadura muito incomoda nas costas. Hoje, para ela, foi meio sofrido por causa disso. Outro detalhe pratico: traga anti-inflamatorios. Eles sao dificeis de comprar sem receita aqui e alem das dores musculares, o fato de a gente variar temperatura dos 30 e tantos graus na rua para os 20 dos ambientes internos, onde o ar-condicionado bomba, estah causando inflamacoes de garganta em todo mundo. Nada grave, mas que sem um anti-inflamatoriozinho para ajudar, tambem incomoda bastante.

Bom, voltanto para a pedalada agora, eu jah sabia que o trajeto seria maior, entao perguntei ao Sergio se teria uma rampa de baixa inclinacao mas continua, como ontem. Ele entao me disse que o trajeto seria mais tranquilo, com muitas descidas e terreno plano. Era esperar para ver, entao.

Arrancamos rumo a vinicola Catena Zapata, que francamente era uma das minhas maiores expectativas quanto a essa viagem. O trajeto ateh lah realmente foi tinha algumas descidas, mas na verdade ele oscilava entre subidas e descidas. Exigiu bastante na pedalada. Mas o que eh legal eh que as vinicolas, em Lujan de Cuyo, estao concentradas na Ruta 7, que liga a Argentina ao Chile, e na Ruta 15, que eh super arborizada. Ao todo, ateh a Catena Zapata, foram 17 kms, que encarei numa boa, apesar de um certo cansaco inicial. Parece que depois que o corpo acostuma, fica mais facil suportar a dor nas pernas.

A chegada na Catena Zapata impressiona. Na saida da estrada pedala-se um pouco em uma via de cascalho, mas aih jah entre vinhedos deles, super bem cuidados. Ao longe, se ve a Vinicola, que eh em forma de piramide maia, fruto de uma viagem a Guatemala do atual comandante da empresa, o bisneto do fundador, Nicolas Domingo Catena. Eh uma construcao muito imponente.

A Piramide Maia da Catena Zapata

A Piramide Maia da Catena Zapata

Os vinhedos da Catena que margeiam a estrada de acesso a vinicola

Os vinhedos da Catena que margeiam a estrada de acesso a vinicola. Ao fundo, a Cordilheira dos Andes

Olhando-se da Piramide para a estrada de acesso, ve-se ao fundo a cordilheira. E no sope da Cordilheira que ficam os vinhedos mais famosos da bodega, o Vinhedo Adriana e o Vinhedo Nicasia

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A familia Catena Zapata alcancou status e admiracao com seus vinhos em todo o mundo, inclusive na Europa. Foram pioneiros em diversas melhorias na producao de vinho na Argentina, dentre elas o uso de barricas francesas e o uso intensivo de tecnologia na viticultura. Dentro da bodega ha diversos testemunhos de sondagens feita para escolher os melhores solos e eu ouvi ateh que satelites sao usados para descobrir a melhor adequacao de cada variedade ao terroir de Mendoza.

E a vinicola eh super bonita. No subsolo, ha uma sala especial onde repousam os melhores vinhos, o Top Nicolas Catena. Eh no subsolo tambem que fica a adega particular dos donos, fechada a chave, onde nao nos deixaram entrar. No segundo andar, estao as salas de degustacao, amostras dos perfis de solo dos vinhedos e escadas que dao acesso ao terraco da piramide, donde se tem uma otima vista do vale e dah para tirar otimas fotos.

Uma das salas de degustação da Catena

Uma das salas de degustação da Catena

Sala de Barricas

Sala de Barricas

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Outra vista da sala de degustacao

Outra vista da sala de degustação

A degustacao foi muito boa. Nos deram a linha Angelica Zapata, o que fez valer muito a pena. Mas tenho que fazer uma ressalva: a procura para visitas e degustacoes na visita eh muito grande. Sergio nos disse que a reserva para ambas – visita e degustacao – tem que ser feita com mais de uma semana de antecedencia. Nesse contexto, por melhores que sejam os vinhos e por mais que os guias tenham sido atenciosos e estarem bem preparados, eh inegavel que a degustacao do dia anterior, na Selentein, tenha tido um carater mais exclusivo. Mas nao dah para perder a Catena Zapata.

Terminada a degustacao voltamos para o pedal e aih a surpresa… tinhamos mais 18 kms pela frente, fechando entao nos os 31 kms programados inicialmente, ma ssim 35 kms. Fiquei meio preocupado, principalmente depois que uma das meninas, com mais preparo do que eu, nao quis encarar o sol forte e pediu para ir na van.

Mas o trajeto foi tranquilo. Teve boas descidas e um trecho grande bem plano, na Ruta 15, que tem ciclovia totalmente arborizada. Tudo doi nessa altura, mas mesmo assim dah para superar.

Chegamos entao a vinicola Ruca Malen, onde teriamos o almoco harmonizado.Eh uma vinicola pequena, mas claramente preparada para receber turistas. A cordinheira estah bem perto, e isso eh um negocio hipnotizante. Quanto ao almoco, a ascendencia francesa dos donos garante uma refeicao bem sofisticada. A harmonizacao com os vinhos eh muito bem feita e o que nos explicaram eh que o chef Lucas Bustos muda o menu a cada estacao.

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A entrada da Ruca Malen

A entrada da Ruca Malen

A cordilheira, bem perto do vinhedo

A cordilheira, bem perto do vinhedo

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O vinho da Ruca Malen foi a grande surpresa para mim. Eu nao conhecia a vinicola e posso dizer que tomei um otimo Syrahz, da linha Ruca Malen e um Malbec excepcional da linha Kinien, que eh a top da vinicola.

Apos o almoco, todavia, senti que alem das pernas doendo, joelhos estourados, costas um pouco empenadas de ficar em cima da bike, uma outra parte de meu corpo comeca a dar sinais de cansaco… Surpreendentemente, devo dizer a voces que absolutamente ninguem aguenta alta cozinha, refeicoes em multiplos passos, em muitas tacas de vinho dia apos dia. Tem uma hora que o corpo da gente pede algo simples, facil de digerir e nao tem figado que aguente alcool com tanta frequencia. Entao, ficamos todos super felizes quando soubemos que para o jantar de hoje estavamos por nossa conta. Comemos aqui perto do hotel, comida mais simples, praticamente sem beber e me restou soh perder um pouco de dinheiro no cassino do hotel.

Amanha eh o ultimo dia de pedalada. Segundo o Sergio, vai ser mais light, para nao prejudicar o baile de ano novo, que acontece aqui mesmo no hotel. Veremos.

Argentina dia 3. Eu sobrevivi. Pelo menos, por enquanto

Entao estou ainda me recuperando do que foi o dia 03 na Argentina.

Como disse no post anterior, hoje era o primeiro dia de pedal entre vinicolas e eu confesso que fui ficando cada vez mais apreensivo. Primeiro, porque o calor e o ar seco aqui eh realmente assustador. Depois, porque ficou claro para mim que de longe, mas de muito longe, eu sou o menos familiarizado com bicicletas e pedaladas de media distancia como a que fizemos hoje. Tres de meus companheiros sao muito experiente nesse mister. Os demais, claramente tem preparo para enfrentar o que fizemos hoje. Gente que faz aulas de spinning e pedala regularmente. Eu? Bom, jah estive em pior forma, jah tive vida mais sedentaria, mas pedal? Isso fazia muito tempo que nao fazia. Nem bicicleta tenho mais.

Dito isso, partimos de manha para a cidadezinha de Tupungato, a uns 85 kms de Mendoza, que tem seu nome do belo vulcao em cujo sope se encontra. A viagem, de van, foi bacana. Margeando a cordilheira dos Andes em uma estrada bonita. Preso na van, estava um reboque, com nossas bicicletas. Sobre isso eh bom falar tambem que me surpreendeu a qualidade dos equipamentos. Bicicletas novas, bem conservadas, com tudo funcionando direitinbo

A estrada para Tupungato

A estrada para Tupungato

O vulcao Tupungato

A Cordilheira dos Andes

As bikes, prontas para a acao

As bikes, prontas para a acao

A pequena cidade de Tupungato

A pequena cidade de Tupungato

Sergio, nosso guia, eh um mendocino de nascimento, que nao soh eh excelente ciclista, mas tambem conhece e ama a regiao toda. Entao a coisa vai de maneira bem agradavel, com as explicacoes dele. Sergio nos indicou que fariamos uma inversao no roteiro: pedalariamos direto 22 kms ateh a Bodega Selentein, onde fariamos uma degustacao, depois iriamos ateh a segunda vinicola, a Bodega Andeluna, para uma almoco enogastronomico de 6 passos.

E a pedalada comecou de maneira tranquila, com terrenos planos e faceis de pedalar. Soh que isso foi soh o comeco. Logo depois, uma rampa de pequena inclinacao surgiu e… nao acabou mais quase ateh chegarmos na Bodega Selentein. Fui super puxado para mim! Pedalamos praticamente sem parar por uns 14 kms, subinda a tal rampa, ateh que alguns dos companheiros resolveu tirar fotos de um trecho especialmente bonito. Vou ser bem franco… eu tinha um medo danado dessa parada, pois nao tinha certeza de que ia conseguir voltar a pedalar. Mas assim seguimos, subindo continuamente a tal rampa e meu coracao a mil, pernas doendo um pouco, para conseguir vencer o trajeto. No fim dos 22 kms, finalmente chegamos a Salentein, a 1300 metros de altitude, e eu confesso que cheguei muuuuiiiito cansado! Nosso guia, com seu auxiliar, Gabriel, que dirigia a van que nos seguiu sempre, para qualquer eventualidade, tinham preparado um lanche para a gente, com frutas, barrinhas, nozes e castanhas, agua e isotonico. Bem caprichado

 

A entrada da Bodega Salentein

A entrada da Bodega Salentein

 

O lanchinho na chegada na bodega

O lanchinho na chegada na bodega

A visita a bodega, seguida de degustacao, foi muito boa. A bodega tem na verdade um centro de recepcao ao turista chamado Kilka, onde tem restaurante, wine bar, a lojinha de vinhos proprios e uma galeria de arte. Muito bonito mesmo. Gostei bastante dos vinhos que degustamos. O Chardonnay da linha reserva estava excepcional. Tambem gostei muito de um Syrahz, da linha Nimbus e do top da vinicola, o Malbec Primus. Fora isso, a vinicola, que e de um empresario holandes, eh no todo muito bonita.

A entrada do espaco  Kilka

A entrada do espaco Kilka

A lojinha de vinhos da bodega

A lojinha de vinhos da bodega

Obra de arte na galeria do Kilka

Obra de arte na galeria do Kilka

A entrada da bodega, propriamente

A entrada da bodega, propriamente

 

A sala de barricas, vista de cima

A sala de barricas, vista de cima

A sala das barricas, agora de lah de baixo

A sala das barricas, agora de lah de baixo

A entrada da sala de degustacao

A entrada da sala de degustacao

Nossa mesa para a degustacao

Nossa mesa para a degustacao

Novamente, mesa pronta

Novamente, mesa pronta

Depois da degustacao, para mim nao deva mais para pedalar a ateh o proximo vinhedo. Mas dois dos colegas mais experientes, encararam mais cinco kms de pedal ateh a vinha Andeluna, onde um lauto almoco nos aguardava. A comida estava muito boa e a harmonizacao dos vinhos excelente. Foi realmente muito bom. Os pontos altos do almoco, para mim, foi um ceviche de camarao e truta, especial, um ojo de bife, perfeito, e uma das sobremesas, a base de ovos e leite condensado. Deliciosa.

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Uma das coisas legais de almocar na Andeluna eh que a gente fica pertinho da cozinha

Uma das coisas legais de almocar na Andeluna eh que a gente fica pertinho da cozinha

SAM_0952 SAM_0953A volta para Mendoza foi, evidentemente, de van. Jah animados pelo vinho e mais familiarizados uns com os outros, a volta na van foi soh diversao. Boa conversa, muitas piadas e nem vimos a hora e quinze do trajeto passar.

A noite tivemos ainda um jantar no 1884, um dos restaurantes do mitico chefe argentino Francis Mallmann. A comida estava irrepreensivel. Comi um cordeiro de 7 horas de fogo que simplesmente desmanchava no talher. Infelizmente, o servico nao estava a altura da cozinha, e isso atrapalho um pouco a noite.

Agora, eh descansar realmente. Amanha sao 31 kms de pedal e mais duas bodegas. Vamos ver se aguento ateh o final.

 

Argentina dia 2. Basicamente traslado de Buenos Aires para Mendoza

O dia hoje foi basicamente de traslado de Buenos Aires aqui para Mendoza.

Voltando ao tema do aeroporto domestico de Buenos Aires, o Aeroparque, fazer o check in hoje foi sinistro. Quase uma hora na fila. Mas eu acho que nao da para culpar o aeroporto ou a companhia aerea – a LAN. Hoje e meio que a entrada do feriado para quem ainda ficou trabalhando ate ontem, e nada mais natural que o aeroporto estar lotado. Foi quase uma hora na fila da LAN para conseguir fazer o check in e depois disso um atraso de uns 40 minutos no voo.

Esse fato a parte, eu gosto cada vez mais do tal Aeroporque. Na area domestica, onde eu embarquei hoje, o aeroporto tem uma infra de atendimento ao viajante – banheiros em quantidade e limpos, restaurantes, facilidade de entrada na area de embarque – que eu nao vejo nos grandes aeroporto domesticos do Brasil nao.

O voo da LAN foi otimo. Aeronave boa e bem cuidada – um A320 -, sem aperto nas poltronas e com servico simples mas bacana: um kit de produtos Havana, com direito a alfajor.

Aeroporto de Mendoza pequenininho. daqueles que voce desce na pista e vai a peh para o desembarque, sem pegar onibus.

Mendoza foi fundada em 1561, estah situada a 760 metros de altitude e tem pouco mais de um milhao de habitantes. Apesar do calor e de ser claramente um lugar muito seco, achei a cidade bastante agradavel, com calcadas largas e gente na rua, independente do horario. Mendoza fica muito perto da Cordilheira dos Antes e a cidade eh toda cortada por canais que os mendocinos chamam de Acequias e que movimentam a agua de degelo da cordilheira pela cidade. Esses pequenos canais tem mais de 500 quilometros de extensao. Passear pela Calle Sarmiento, desde a Praca indenpendencia ateh a San Martin eh um programa obrigatorio. A rua estah cheia de wine bars, restaurantes, sorveterias, alem de um pitoresco comercio local.

A chegada, do aeroporto para a cidade, com a cordilheria dos Andes ao fundo

A chegada, do aeroporto para a cidade, com a cordilheria dos Andes ao fundo

A famosa Peatonal Sarmiento

A famosa Peatonal Sarmiento

As acequias, pequenos canais que distribuem a agua de degelo da cordilheira pela cidade

As acequias, pequenos canais que distribuem a agua de degelo da cordilheira pela cidade

O hotel em que estou hospedado aqui eh o Park Hyatt Mendoza Hotel, Casino & Spa.  Está situado em um edifício classico, muito bonito, em frente à Praça Independência, no centro de Mendoza. As acomodações sao boas, e o hotel tem spa, academia, cassino, piscina e vários restaurantes. Os quartos bem-iluminados e espaçosos. Tem decoração elegante e moderna e da para ver que eles capricharam na qualidade da construcao, decoracao e equipamentos.

A fachada do Hyatt

A fachada do Hyatt

A mesma fachada, a noite

A mesma fachada, a noite

O quarto do Hyatt

O quarto do Hyatt

Eh desses hoteis tao bons e confortaveis que nao deu muita vontade de sair nao.

Mas o ponto dessa viagem toda eh que durante os tres proximos dias tenho um programa de ir conhecer algumas vinicolas de bicicleta. Pois eh. Tomara que de certo. Me juntei a um grupo de mais 7 pessoas aqui e vamos juntos nessa aventura. Amanha serao 22 kms  de pedalada, pelo Valle de Uco. O lugar eh longe daqui, entao temos um traslado para lah de mais ou menos una hora e quinze minutos e depois os tais 22 kms de bicicleta, que o guia, Sergio – um argentino que jah morou no Brasil e na Costa Rica – disse que a gente cobre em 1h30m. Entao a gente chega a uma vinicola chamada Andeluna, onde nos aguarda, alem da visita e da degustacao, um almoco enogastronomico de 6 passos… Estou me preparando jah. Depois vamos ateh a vinicola Salentein. Mais vinho. Ainda bem que nao tem bicicleta depois. Amanha eu conto mais como foram as visitas.

Hoje a noite conheci o resto do grupo e o Sergio nos brindou com uma degustacao em um wine bar daqui chamado The Vines of Mendoza (http://vinesofmendoza.com) Bem legal. Nos mostraram as principais cepas cultivadas aqui, alem da emblematica Malbec.

The Vines of Mendoza

The Vines of Mendoza

The Vines of Mendoza

The Vines of Mendoza

 

O jantar, com o grupo, foi no restaurante Maria Antonieta. Cozinha muito bem executada, sem invencionices, com ingredientes de primeira. Pra recomendar: http://www.mariaantonietaresto.com.ar/home.html.