Argentina dia 3. Eu sobrevivi. Pelo menos, por enquanto

Entao estou ainda me recuperando do que foi o dia 03 na Argentina.

Como disse no post anterior, hoje era o primeiro dia de pedal entre vinicolas e eu confesso que fui ficando cada vez mais apreensivo. Primeiro, porque o calor e o ar seco aqui eh realmente assustador. Depois, porque ficou claro para mim que de longe, mas de muito longe, eu sou o menos familiarizado com bicicletas e pedaladas de media distancia como a que fizemos hoje. Tres de meus companheiros sao muito experiente nesse mister. Os demais, claramente tem preparo para enfrentar o que fizemos hoje. Gente que faz aulas de spinning e pedala regularmente. Eu? Bom, jah estive em pior forma, jah tive vida mais sedentaria, mas pedal? Isso fazia muito tempo que nao fazia. Nem bicicleta tenho mais.

Dito isso, partimos de manha para a cidadezinha de Tupungato, a uns 85 kms de Mendoza, que tem seu nome do belo vulcao em cujo sope se encontra. A viagem, de van, foi bacana. Margeando a cordilheira dos Andes em uma estrada bonita. Preso na van, estava um reboque, com nossas bicicletas. Sobre isso eh bom falar tambem que me surpreendeu a qualidade dos equipamentos. Bicicletas novas, bem conservadas, com tudo funcionando direitinbo

A estrada para Tupungato

A estrada para Tupungato

O vulcao Tupungato

A Cordilheira dos Andes

As bikes, prontas para a acao

As bikes, prontas para a acao

A pequena cidade de Tupungato

A pequena cidade de Tupungato

Sergio, nosso guia, eh um mendocino de nascimento, que nao soh eh excelente ciclista, mas tambem conhece e ama a regiao toda. Entao a coisa vai de maneira bem agradavel, com as explicacoes dele. Sergio nos indicou que fariamos uma inversao no roteiro: pedalariamos direto 22 kms ateh a Bodega Selentein, onde fariamos uma degustacao, depois iriamos ateh a segunda vinicola, a Bodega Andeluna, para uma almoco enogastronomico de 6 passos.

E a pedalada comecou de maneira tranquila, com terrenos planos e faceis de pedalar. Soh que isso foi soh o comeco. Logo depois, uma rampa de pequena inclinacao surgiu e… nao acabou mais quase ateh chegarmos na Bodega Selentein. Fui super puxado para mim! Pedalamos praticamente sem parar por uns 14 kms, subinda a tal rampa, ateh que alguns dos companheiros resolveu tirar fotos de um trecho especialmente bonito. Vou ser bem franco… eu tinha um medo danado dessa parada, pois nao tinha certeza de que ia conseguir voltar a pedalar. Mas assim seguimos, subindo continuamente a tal rampa e meu coracao a mil, pernas doendo um pouco, para conseguir vencer o trajeto. No fim dos 22 kms, finalmente chegamos a Salentein, a 1300 metros de altitude, e eu confesso que cheguei muuuuiiiito cansado! Nosso guia, com seu auxiliar, Gabriel, que dirigia a van que nos seguiu sempre, para qualquer eventualidade, tinham preparado um lanche para a gente, com frutas, barrinhas, nozes e castanhas, agua e isotonico. Bem caprichado

 

A entrada da Bodega Salentein

A entrada da Bodega Salentein

 

O lanchinho na chegada na bodega

O lanchinho na chegada na bodega

A visita a bodega, seguida de degustacao, foi muito boa. A bodega tem na verdade um centro de recepcao ao turista chamado Kilka, onde tem restaurante, wine bar, a lojinha de vinhos proprios e uma galeria de arte. Muito bonito mesmo. Gostei bastante dos vinhos que degustamos. O Chardonnay da linha reserva estava excepcional. Tambem gostei muito de um Syrahz, da linha Nimbus e do top da vinicola, o Malbec Primus. Fora isso, a vinicola, que e de um empresario holandes, eh no todo muito bonita.

A entrada do espaco  Kilka

A entrada do espaco Kilka

A lojinha de vinhos da bodega

A lojinha de vinhos da bodega

Obra de arte na galeria do Kilka

Obra de arte na galeria do Kilka

A entrada da bodega, propriamente

A entrada da bodega, propriamente

 

A sala de barricas, vista de cima

A sala de barricas, vista de cima

A sala das barricas, agora de lah de baixo

A sala das barricas, agora de lah de baixo

A entrada da sala de degustacao

A entrada da sala de degustacao

Nossa mesa para a degustacao

Nossa mesa para a degustacao

Novamente, mesa pronta

Novamente, mesa pronta

Depois da degustacao, para mim nao deva mais para pedalar a ateh o proximo vinhedo. Mas dois dos colegas mais experientes, encararam mais cinco kms de pedal ateh a vinha Andeluna, onde um lauto almoco nos aguardava. A comida estava muito boa e a harmonizacao dos vinhos excelente. Foi realmente muito bom. Os pontos altos do almoco, para mim, foi um ceviche de camarao e truta, especial, um ojo de bife, perfeito, e uma das sobremesas, a base de ovos e leite condensado. Deliciosa.

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Uma das coisas legais de almocar na Andeluna eh que a gente fica pertinho da cozinha

Uma das coisas legais de almocar na Andeluna eh que a gente fica pertinho da cozinha

SAM_0952 SAM_0953A volta para Mendoza foi, evidentemente, de van. Jah animados pelo vinho e mais familiarizados uns com os outros, a volta na van foi soh diversao. Boa conversa, muitas piadas e nem vimos a hora e quinze do trajeto passar.

A noite tivemos ainda um jantar no 1884, um dos restaurantes do mitico chefe argentino Francis Mallmann. A comida estava irrepreensivel. Comi um cordeiro de 7 horas de fogo que simplesmente desmanchava no talher. Infelizmente, o servico nao estava a altura da cozinha, e isso atrapalho um pouco a noite.

Agora, eh descansar realmente. Amanha sao 31 kms de pedal e mais duas bodegas. Vamos ver se aguento ateh o final.

 

  1. Gustavo que viagen maravilhosa! Parabens! Vc se superou mais uma vez! Imagino depois a perna dolorida, mas e muito boa a sensacao quando alcançamos os pequenos objetivos propostos. Saudade. Bjus

    • Isis, querida! Nossa, eu nem subia escada direito, depois da pedalada toda. Mas passa logo. Sabe que isso é tão bacana que dá vontade de se dedicar. Ter condicionamento para fazer outra viagens dessa. Mas saudade é grande sim. Não vejo a hora de voltar. Bjs!

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