Zelig – a estética da mentira

Razão Inadequada

Porquanto

como conhecer as coisas senão sendo-as?

Jorge de Lima

Após sair da sessão de Blue Jasmine (2013) encontrei uma conhecida estudante de cinema que ao saber que eu havia assistido à recente comédia de Woody Allen comentou: “Não vejo graça. Todos os filmes dele são iguais”. Confesso que fiquei triste com o comentário, pois mesmo com os incansáveis personagens neuróticos, as velhas piadas judias ou as crises do diretor com a psicanálise, eu sempre vejo algo de inédito e original em seus filmes. E Zelig (1983) é extremamente engraçado, repetitivo nas questões judias e psicanalíticas, com a trama neurótica-amorosa de sempre. E ainda assim, Woody Allen é extremamente original – e não seria a originalidade o ineditismo presente na repetição?

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