“O Grande Hotel Budapest” é um filme que você precisa ver. Por Kiko Nogueira para o site El Hombre

Artigo de Kiko Nogueira publicado originalmente no site El Hombre (http://www.elhombre.com.br/o-grande-hotel-budapeste-e-um-filme-que-voce-precisa-ver/)

Se você ainda não assistiu ao novo longa de Wes Anderson — uma mistura da aventura, comédia, romance, drama e fantasia — deveria ir ao cinema hoje.

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O novo filme de Wes Anderson, “O Grande Hotel Budapeste”, tem todas a virtudes de sua obra e nenhum de seus defeitos.

Estão lá o clima de opereta, a ingenuidade, a ausência de firulas em efeitos especiais vagabundos, uma certa ternura, a trilha excelente, os atores de sempre (Bill Murray, Owen Wilson, Jason Schwartzman). Não estão a pretensão tediosa de “A Vida Marinha com Steve Zissou” e malas como Seu Jorge.
Zero Moustafa (F. Murray Abraham) é o velho proprietário do hotel do título, localizado na fictícia Zubrowka, na Europa Central. Ele conta sua história para um escritor (Jude Law) no restaurante. O lugar é decadente, sem hóspedes, triste. Você pode sentir o cheiro de mofo — mas mantém uma personalidade esplendorosa. Não foi sempre assim. Moustafa leva seu interlocutor e o público para os anos pré-Segunda Guerra Mundial, quando ele era o lobby boy e seu protetor era o lendário conciérge Gustave H (Ralph Fiennes). Afetado, viciado no perfume L’Air de Panache, Monsieur Gustave administra o hotel com mão de ferro para os funcionários enquanto dá uma especial atenção às velhotas milionárias que ali se hospedam.

Gustave acaba herdando um quadro raríssimo de uma dessas senhoras, Céline Villeneuve Desgoffe und Taxis (Tilda Swinton). O problema é que a família de “Madame D” é chave de cadeia e o filho mais velho Dmitri se recusa a aceitar o testamento. Coloca um capanga, J. G. Jopling (Willem Dafoe, especialmente tenebroso, se isso é possível) para garantir que as coisas não saiam do controle. Gustave, acusado da morte da velha amante, vai em cana. Os nazistas invadem Zubrowka. E chega de spoilers.

Anderson consegue misturar com engenhosidade aventura, comédia, romance, drama, fantasia. Quando parece que o caldo vai desandar para uma bagunça desenfreada, a narrativa se recupera e tudo faz sentido novamente. O ritmo é veloz, os diálogos são espertos, a ironia está na medida, os maneirismos não incomodam. É inspirado na obra de Stefan Zweig, o judeu austríaco que viveu seus últimos anos no Brasil, onde se matou em 1942, desesperançado com o nazismo. As seqüências de ação parecem saídas de um filme mudo, Dafoe é o vilão mais canastrão de todos os tempos desde Dick Vigarista, Swinton está espetacular como a viúva namoradeira, Edward Norton faz um comandante pseudo nazista compreensivo como nunca existiu.

É uma história dentro de outra, uma viagem nostálgica, o escapismo do cinema em grande forma. A relação de mestre e pupilo de “Grande Hotel Budapeste”, entre Gustave e Zero, só perde em beleza para a de Herman Blume (Bill Murray) e Max Fischer (Jason Schwatzman) no incrível “Rushmore”, o melhor de Wes Anderson. O caso de amor entre o jovem Zero (Tony Revolori) e Agatha (Saoirse Ronan) é tão impossível quanto o de Margot (Gwyneth Paltrow) e Richie (Luke Wilson) em “Os Magníficos Tennenbaums”.

“Há ainda frágeis vislumbres de civilização neste matadouro bárbaro que já foi conhecido como humanidade… Ele era um deles. O que mais pode ser dito?”, diz Zero Moustafa sobre Gustave.
Isso se aplica à delicadeza do cinema de Wes Anderson.

Chivas Regal lança curta-metragem na historia real de um consumidor. Do site Etilicos

Texto originalmente publicado no site Etílicos (etilicos.com)

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O whisky Super Premium Chivas Regal lançou, exclusivamente no universo digital, o curta-metragem “O valor de uma amizade”, com direção do cineasta Rodrigo Saavedra, e que retrata uma história real contada por um consumidor da marca, sobre valores como amizade, generosidade de espírito e cavalheirismo nas relações interpessoais.

O curta é o primeiro filme da marca no Brasil e resultado da campanha global da marca que teve início em outubro de 2013 e aconteceu em três momentos distintos. Com atuação 100% no universo digital, a campanha teve início com um filme que apresentou a figura do Barman, que tem um papel muito além do que servir drinks. Através do seu olhar, que observa tudo que acontece no bar, Chivas ressaltou os valores importantes que compõem o caráter de um homem, como integridade, amizade e cavalheirismo. Através de histórias compartilhadas, o Barman mostrou que é possível identificar o caráter de um homem através de suas ações.

Depois de inspirar os consumidores, Chivas os convidou para assim como o Barman, compartilharem histórias reais vividas entre amigos e que revelassem momentos em que agiram de acordo com os valores de Chivas ressaltados no filme. A segunda fase aconteceu por meio do blog Chivalry Club.

A melhor história foi contada pelo brasileiro Lomanto de Azevedo, que relatou um episódio inspirador vivenciado ao lado de um amigo queniano nos tempos em que morava em Lisboa, Portugal. Generosidade de espírito e amizade permearam a narrativa que baseou o curta-metragem .

Confira o vídeo abaixo

“Para Chivas Regal, ter sucesso não se resume apenas a uma boa situação financeira, mas sim no modo como você se comporta e constrói suas relações interpessoais. Com a campanha conseguimos uma importante aproximação da marca com os consumidores brasileiros ao inspirá-los a compartilhar e ressaltar esses valores, que muitos acreditavam estarem extintos da sociedade atual. O Brasil é extremamente importante para Chivas e acreditamos que lançar o primeiro filme campanha no país reforçará seus valores nas relações interpessoais que Chivas valoriza”, afirma Karen Erlich – Grouper das marcas Super Premium da Pernod Ricard Brasil.

O calendário beneficente das remadoras nuas é pornografia? Por Pedro Nogueira, para o site El Hombre

Texto de Pedro Nogueira, publicado originalmente no site El Hombre (www.elhombre.com.br)

Para o Facebook, sim. Então eles deletaram a página das garotas — e mostraram mais uma vez que sua política em relação a nudez é absolutamente ultrapassada.

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Você já ouviu falar nas remadoras nuas da University of Warwick?

Então vamos te dar um resumo: trata-se de um grupo de universitárias britânicas, praticantes de remo, que decidiram fazer um calendário beneficente peladas.

A primeira edição aconteceu em 2013 e elas arrecadaram 600 libras (2300 reais) para a Macmillan Cancer Support. Em 2014 elas voltaram e, desta vez, coletaram ainda mais dinheiro: 3400 libras (13 mil reais).

O calendário consiste em fotos das 17 integrantes de equipe, todas entre 18 e 21 anos, praticando o esporte sem roupa. Nem mesmo nudez frontal ou topless completo elas fazem: o máximo é uma bundinha de fora. E só.

Dá para considerar isso pornografia? Apenas alguém muito ultrapassado para pensar isso, certo?

Então conheça o Facebook, muito prazer.

A rede social de Mark Zuckerberg deletou ontem a página das garotas, por seu “conteúdo sexual explícito”.

Sério, Mark?

Como chamar isso de pornografia, ainda mais levando em conta o objetivo nobre do projeto?

Para piorar ainda mais a situação, o Facebook deixou no ar a página do calendário masculino, feito pelos remadores homens da equipe.

Alguém está sentindo um cheiro de sexismo no ar?

É inacreditável em pleno 2014 sites como o Facebook e o Instagram não reverem sua política de nudez.

Não à toa cada vez mais garotas — a filha de Bruce Willis e Cara Delavigne, entre outras — estão se manifestando contra essa filosofia ultrapassada.

Eles deveriam aprender com o Twitter, onde a conta das remadoras nuas continua firme e forte. Pelo menos alguém nesta indústria não vive no século 19.

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Pedro Nogueira é Louco por pôquer, maluco por xadrez, viciado em sinuca e editor-chefe do El Hombre

“Eu vou, eu vou, pra casa agora eu vou”: Dunga voltou para o lugar de onde nunca saiu. Por Kiko Nogueira

Artigo de Kiko Nogueira publicado no Diário do Centro do Mundo (http://www.diariodocentrodomundo.com.br/eu-vou-eu-vou-pra-casa-agora-eu-vou-dunga-voltou-para-o-lugar-de-onde-nunca-saiu/)

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Se era para chamar Dunga, por que demitir Felipão? Os dois são a mesma pessoa. Retranqueiros, arrogantes, gaúchos e medianos.

Dunga é o novo integrante da “reformada” CBF. Consta que foi indicação do amigo Gilmar Rinaldi, o bigodudo empresário de jogadores que virou coordenador de seleções.

Se Gilmar tem cara de vendedor de cortador de grama usado que não entrega a mercadoria, mas conta uma piada enquanto assalta você, Dunga é o que parece.

Ele já esteve no cargo. Sob seu comando, o Brasil conquistou a Copa América de 2007 e a Copa das Confederações de 2009, torneios que não interessam. Na Copa da África do Sul, caiu diante da Holanda nas quartas de final.

Em quatro anos, sua passagem ficou marcada, entre outras coisas, por colocar Ronaldinho Gaúcho e Kaká no banco; pelas roupas estranhas da filha estilista que ele vestia; por inventar o serial killer Felipe Melo; pelas desavenças com a Globo.

Perdeu todas essas brigas.

O único clube que dirigiu depois da seleção foi o Inter, pelo qual foi campeão do RS em 2013. Parece que estava sendo sondado para treinar a Venezuela. Parece.

Dunga volta de onde nunca saiu desde 1994, quando foi o líder daquele time de Parreira que venceu o tetra. Romário é inesquecível, mas o volante Dunga, com sua “eficiência”, seu comprometimento, sua maldita raça, era o emblema de uma nova era desde a decepção de 82: sabíamos jogar feio e ganhar.

O resultado está aí: enquanto times como a Espanha e a Alemanha se voltaram para a valorização da posse de bola, para o futebol ofensivo e bem jogado, bonito de ver, nós seguimos no sentido contrário a bordo de dungas, manos, felipões, parreiras (sem esquecer os teixeiras, marins e del neros).

Dunga, CBF e esta seleção brasileira se merecem. Agora é esperar 2018 para, como diz o mago, sentar e chorar.

Kiko Nogueira: Diretor-adjunto do Diário do Centro do Mundo. Jornalista e músico. Foi fundador e diretor de redação da Revista Alfa; editor da Veja São Paulo; diretor de redação da Viagem e Turismo e do Guia Quatro Rodas.

Dunga Vai Dar Saudades do Felipão. Por André Barcinski

Artigo de André Barcinski publicado em seu blog no R7 (http://entretenimento.r7.com/blogs/andre-barcinski/dunga-vai-dar-saudades-do-felipao-20140720/)

Dunga. O estilo faz o homem

Dunga. O estilo faz o homem

Se for confirmada a informação divulgada domingo, o novo técnico da seleção da CBF, o homem que comandará a renovação do futebol brasileiro, o visionário que porá nosso futebol, finalmente, no século 21, é… Dunga.

Isso mesmo. Depois de convidar um empresário de jogador – Gilmar Rinaldi – para coordenar a seleção, a CBF agora ressuscita o gênio que levantou a Copa do Mundo em 1994 e só conseguiu pensar em xingar os jornalistas, que levou 34 volantes para a Copa de 2010 e que revelou ao mundo o craque Felipe Melo.

Fica a pergunta: o que um técnico brasileiro precisa fazer para comandar a seleção da CBF? Felipão, é bom lembrar, rebaixou o Palmeiras e ganhou o cargo. Dunga deu vexame em 2010 e vai ganhar o cargo de volta.

Imagino o que Tite deve estar pensando nessa hora. A campanha dele com o Corinthians em 2011/12 não vale nada?

E Cuca, o que pensa quando vê Dunga assumir a seleção? O que ele fez no Atlético-MG em 2012 e vem fazendo há vários anos em vários clubes não tem valor?

Principalmente, gostaria de saber o que passa na cabeça de Marcelo Oliveira nesse momento. O cara monta o time que vem jogando o melhor futebol do Brasil nos últimos 18 meses – o Cruzeiro – e tem de passar pela humilhação de ver um tosco incompetente como Dunga recompensado com o cargo mais desejado por técnicos do país.

Pensando bem, faz todo sentido a CBF se associar a Gilmar Rinaldi e Dunga. Quem pensava que uma entidade liderada por uma múmia como Marin seria capaz de se renovar e olhar pro futuro, errou feio. Marin é a vanguarda do atraso, e a CBF espelha sua visão retrógrada e provinciana.

De minha parte, adorei a escolha de Dunga. Começo, desde já, a torcida pela derrota nas eliminatórias para 2018.

André Barcinski nasceu em 1968. Foi colunista e crítico da Folha de S. Paulo. Escreveu quatro livros e dirigiu dois filmes. Produz e dirige os programas de TV “O Estranho Mundo de Zé do Caixão” e “Nasi Noite Adentro”, no Canal Brasil.
Ganhou o prêmio Jabuti de melhor livro de não-ficção por “Barulho – Uma Viagem ao Underground do Rock Americano” (1992) e o Prêmio do Júri do Festival de Cinema de Sundance (EUA) pelo documentário “Maldito” (1998), sobre o cineasta José Mojica Marins.

Britanicos indicam escritores brasileiros. Do blog do IBA

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Artigo de Nathalia Bottino publicado no blog do site IBA em 06 de junho de 2014http://www.iba.com.br/blog/iba/2014/06/the-guardian-novos-bons-escritores-brasileiros/)

Artigo publicado no jornal britânico The Guardian indica os melhores escritores e os livros nacionais que estão sendo traduzidos para a língua inglesa

Como o titulo “Brasil produz livros tão bem quanto futebol”, o crítico literário, tradutor e jornalista Ángel Gurría-Quintana publicou um artigo no site do jornal britânico The Guardian, no qual destaca a qualidade das obras brasileiras e lista os melhores livros traduzidos para a língua inglesa recentemente.

No artigo, ele ressalta que, apesar da queixa de que existem pouquíssimos clássicos brasileiros traduzidos para o inglês, o cenário para os novos escritores nacionais é muito mais otimista. Agora, as nossas histórias estão começando a cruzar as fronteiras! Nos últimos dois meses, os britânicos têm visto por aí publicações de dois dos melhores jovens romancistas brasileiros segundo a revista Granta. É o caso de Diário da queda, de Michel Laub, que explora a memória e a culpa ao mesmo tempo em que faz conexões entre uma brincadeira de colégio desastrosa e o holocausto, e Daniel Galera (indicado ao Jabuti), com Barba ensopada de sangue, que conta a história de um personagem que mergulha em um isolamento geográfico e psicológico após a morte do pai.

Outro destaque esperado para o fim deste ano inclui A queda, livro de memórias do jornalista Diogo Mainardi que apresenta a trajetória de seu primogênito Tito, vítima de um erro médico que resultou numa paralisia cerebral. Títulos traduzidos para o inglês por Daniel Hahn também vão ser lançados em breve, como Habitante irreal, de Paulo Scott, e a “deliciosa fábula do sertão” A cabeça do santo, da aluna de Gabriel García Márquez e vencedora do Prêmio Jabuti, Socorro Acioli. A chave de casa, de Tatiana Salem Levy será publicado lá fora em 2015. No livro, a autora tece um romance de diversas vozes, passando por temas como a morte da mãe, a relação com um homem violento, viagens, raízes e herança. Outros títulos recentes por lá são o premiado O filho eterno, de Cristovão Tezza, e O senhor do lado esquerdo, de Alberto Mussa.

Os “velhos” de casa

Ao lado desses trabalhos, estão os veteranos no inglês Luis Fernando Verissimo, autor de Os espiões, e Chico Buarque, cujo livro Leite derramado fez dele um dos romancistas mais talentosos do Brasil. Mas essa lista de peso é apenas o começo. Os leitores de língua inglesa ainda vão ter que esperar um pouco para devorar obras como Fim, de Fernanda Torres, que consagrou a atriz em uma admirada escritora, e Reprodução, o último trabalho de Bernardo Carvalho, que apresenta uma representação mordaz da classe de “tagarelas” do Brasil. Paulo Lins, o famoso autor de Cidade de Deus, livro que inspirou o filme que recebeu quatro indicações ao Oscar, publicou seu tão aguardado Desde que o samba é samba, que traz a história do gênero musical mais emblemático do Brasil. Enquanto isso, Marcelo Ferroni cutucou as fronteiras entre realidade e ficção em seu relato sobre os últimos dias de Che Guevara em Método prático de guerrilha.

 

Quem conta um conto…

De acordo com o artigo, as editoras brasileiras e os leitores parecem ser muito mais abertos aos contos do que os leitores de língua inglesa, e é no Brasil que os escritores mais talentosos do gênero se encontram. As obras de Sérgio Sant’Anna são notórias pelo caráter experimental, abordando temas urbanos de várias formas diferentes, algumas bastante transgressivas. Apesar de ter vencido alguns dos principais prêmios nacionais, o autor tem a carreira pouco explorada pelos leitores de fora. João Anzanello Carrascoza, que também favorece a escrita abreviada, é talvez um dos seus melhores praticantes contemporâneos.

 

O Golpe Militar e a Copa do Mundo nos livros

Este ano, o Golpe Militar ocorrido no Brasil completa 50 anos. O regime e os compromissos morais da época foram temas do livro Se eu fechar os olhos agora, do jornalista Edney Silvestre e traduzido por Nick Caistor, e também Cinzas do norte, de Milton Hatoum. “Há uma tradição bem documentada do engajamento político na literatura brasileira – embora as manifestações que abalaram o país no ano passado possam demorar um pouco para serem exploradas na ficção”, analisa Ángel Gurría-Quintana no artigo.

Já que a Copa do Mundo deste ano vai ser aqui, é bom lembrar que o futebol tem seu lugar bem estabelecido na literatura brasileira. O artigo destaca que Chico Buarque admitiu que quando imaginou a capital da Hungria para seu livro Budapeste, ele nomeou as ruas fictícias com jogadores da seleção que disputou contra a Alemanha a lendária Copa de 1954.

O dramaturgo e jornalista Nelson Rodrigues foi um dos primeiros a documentar e dramatizar as maneiras como os triunfos e agonias do futebol brasileira se misturavam aos dramas da vida diária. Ele encontrou dignos sucessores como Michel Laub, que lançou O segundo tempo e André Sant’Anna, autor de O paraíso é bem bacana. O drible, de Sérgio Rodrigues, também integra a lista e o autor “é talvez o primeiro a igualar as façanhas de jogadores como Falcão e Didi à prosa pirotécnica de Vladimir Nabokov“.

Depois de uma seleção abrangente de obras nacionais recentes e análises de conteúdo e estilos, Ángel Gurría-Quintana finaliza o artigo escrevendo: ”Esta variedade de estilos literários e assunto desafia suposições superficiais sobre o que a literatura brasileira contemporânea pode oferecer de fato sobre o que significa ser um brasileiro hoje”. É legal ver que a nossa literatura está sendo valorizada lá fora. E isso é um sinal de que, cada vez mais, devemos nos orgulhar em produzir coisas tão boas por aqui. 🙂

http://www.theguardian.com/books/booksblog/2014/jun/05/brazil-does-books-as-well-as-football-world-cup