Musica nova para mim. A franco-africana Asa

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Descobri essa cantora em um dos muitos periodicos que assino e leio. Descobri que o nome verdadeiro dela eh Bukola Elemide, mas artisticamente ela se identifica como Asa (pronuncia-se Asha). Fiquei sabendo que nasceuem Paris, e foi para a Nigeria – pais natal de seus pais – com dois anos, voltando a franca 20 anos depois para comecar sua carreira de cantora. Canta em ingles e seu estilo funde pop, R&B, soul, funk e reggae. Lancou dois albuns ateh o momento, sendo que  o primeiro, Asa, de 2007, eh considerado o melhor. Mais cru e potente. No segundo disco, Beautiful Imperfection, de 2010, parece que ela dah uma guinada para o pop, procurando fazer musicas mais dancantes e brandas.

Do primeiro disco, gostei da faixa Jailer, que faz uma analogia entre um carcereiro e seu prisioneiro. Musica genial. Vejam:

Apesar do segundo disco ser realmente menos ousado, gostei de The Way I Feel, musica pesada, marcante e reflexiva

 

Mike Patton em italiano

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Mike Patton é mais lembrado como vocalista da finada banda Faith No More. Particularmente aqui no Brasil, onde a banda, na época pouca conhecida pelo menos para nós, fez uma apresentação arrasadora em um festival de rock (não me lembro mais qual). Com o fim do Faith, Patton formou ainda as bandas Mr. Bungle e Peeping Tom, tendo ainda uma dezena de projetos paralelos.

Nenhum desses projetos deu a ele a notoriedade e a exposição de seus tempos do Faith, mas a a amplitude e versatilidade vocal de Patton nunca deixaram de ser notadas. É realmente impressionante. Exemplos disso são seus covers arrasadores para I Started a Joke, dos Bee Gees e Easy, dos Commodores.

Além de todos seus trabalhos com bandas, Patton lançou três discos solo. Se os primeiros dois – Adults Themes for Voice, de 1996 e Pranzo Oltranzista, de 1997 – mostravam já um experimentalismo cada vez mais radicalizado, seu terceiro álbum solo Mondo Cane, lançado apenas em 2010, após um hiato considerável, prometia mais diversidade.

Não deixou de ser surpreendente, mas não na direção que se pensava.  No disco, Patton interpreta canções populares italianas dos anos 50 e 60, acompanhado de grande orquestra. É um percurso (i)lógico de um magnífico, descomprometido e tentacular artista.
mp2A relação de Mike Patton com a cultura italiana não é recente, sendo que ele inclusive foi casado por anos com uma italiana. Neste sentido, a escolha dos temas é tão precisa quanto variada e ele está longe de decepcionar na interpretação em italiano. A dicção é perfeita. O que difere Mondo Cane de um simples disco de covers é a versatilidade e o toque muito próprio que o cantor confere às canções. Pegando em melodias charmosas, românticas e até mais sombrias, de roupagem predominantemente jazzística e easy listening, Patton consegue sempre infectá-las com o seu talento experimental. Ore d’ Amore é uma canção belíssima, que a voz do cantor torna ainda mais intensamente dramática; o mesmo se passa com Il Cielo in una Stanza.

Che Notte! é música para casanovas, seduzindo pela noite. Senza Fine é um slow que se dança a altas horas da noite e soltado com voz sibilina, intoxicada, que parece escarnecer do amor tanto como desejá-lo com urgência. Mike Patton gerou um disco magnífico, de romantismo distorcido, caricatural até. A voz reina, livre e assombrosa, por entre belos arranjos.

Para a lista de filmes que quero ver: X-Men: Days of Future Past

Essa história de filmes de super-herói gerou meio que uma ressaca. Acho que os primeiros filmes bons, realmente bons de super-heróis foram feitos no fim da década de 1990, começo dos anos 2000. Da minha lista pessoal eu posso falar claramente do choque que senti quando assisti ao primeiro X-Men. Quando o Hugh Jackman apareceu na tela pela primeira vez, caracterizado como Wolverine, eu fiquei pasmo.

Nerd adolescente que fui, lendo comics da Marvel durante boa parte do meu dia e escutando heavy metal altíssimo, o que vi na tela foi a materialização de tudo o que eu sempre imaginei que o Wolverine seria, encarnado.

Daí se seguiram uma porção de filmes de heróis, uns muito bons, outros meio exagerados, outros ruins. Enfim: a indústria do cinema tem uma longa história de deteriorar ideias brilhantes e transforma-las em produtos pasteurizados. Confesso, então, que mesmo filmes de heróis que ganharam boas críticas, como o último Thor, não me motivaram a sair de casa para assistir.

Mas vendo uma das incontáveis listas de filmes que são publicadas cada começo de ano – as famosas “os filmes que você não pode perder nesse ano” – gostei muito do trailer do novo X-Men.

O diretor Bryan Singer, responsável, na minha opinião, pelos dois melhores filmes da franquia – X-Men 1 e 2 -, volta para dirigir o filme que reunirá as gerações dos primeiros filmes com a que vimos em X-Men: First Class (outro bom filme). Na trama, que promete envolver acontecimentos políticos históricos como o assassinato de Keneddy, Wolverine é enviado de um futuro distante para alterar a história, encontrando Xavier e Magneto ainda jovens. Além do elenco de First Class, o filme conta com o retorno de Hugh Jackman, Sir Ian McKellen e Patrick Stewart.

Na lista de filmes que eu quero ver: The Wolf of Wall Street

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O filme esta em pre-estreia no Rio a partir de hoje. Mas nao vai ser nesse final de semana ainda que eu vou assistir o The Wolf of Wall Streetde Martin Scorsese, que mais uma vez trabalha com o ator que tornou-se seu ator fetiche nos ultimos tempos, Leonardo Di Caprio. Estou meio atrasado nos filmes que quero assistir e, para a semana, quero ver ainda Capitao Phillips, Blue Jasmine e Azul eh a Cor mais Quente. Realmente, estou atrasado pra caramba, e nessa semana vou tentar tirar um pouco desse atraso. Na proxima semana, com um bem-vindo feriado no dia 20 aqui no Rio, aproveito e vejo, dentre outros, o Wolf.

Eu tenho lido muitas criticas e opinioes sobre o filme. Ja li gente qualificando o filme de brilhante, ja li gente qualificando de uma farsa.O filme é baseado no livro de memórias, de mesmo título de Jordan Belfort, um corretor canalha de Wall Street, que enganou seus clientes, aliviando-os em  dezenas de milhões de dólares, depois delatou seus amigos. Gastou uma fortuna em drogas, sexo, e outros tipos de auto-indulgência, antes de ser indiciado e preso por fraude no mercado de capitais e lavagem de dinheiro. O filme eh situado na metade dos anos oitenta, tem três horas de duração. Diz-se que  eh uma sátira da atividade financeira repugnante com deboche extravagante, destinada a resumir tudo o que deu errado com a cultura do dinheiro.

Quem critica negativamente o filme diz que, apesar de ser realmente exuberante, o filme parece frenetico demais e forcado, como se Scorsese estivesse se esforçando para fazer um filme mais selvagem possivel, mas chocante possivel, como se quisesse superar seus melhores momentos – Touro Indomavel e Bons Companheiros. Jah li quem diga, maldosamente, que ele quer mostrar que eh melhor do que Tarantino (que bobagem… Ele tem uma historia que supera essa comparação). Dizem que o filme chega a ser repugnante na forma como mostra os excessos dos corretores de valores na decada de 80. Em resumo, dizem que Scorsese errou a mao.

Film Fall Preview

Jah quem elogia o filme diz que a direcao eh fantastica. Que as cameras sao espetaculares, os dialogos apurados e que Di Caprio entrega a interpretacao de sua carreira. Mais: dizem que o recurso narrativo de fazer o protagonista Jordan/Di Caprio narrar a historia falando com a camera – eu sempre gostei disso – funciona muito bem.

A discussao entre criticos e apoiadores parece estar na questao moral do filme. Se por um lado fica evidente que as acoes do protagonista e seus companheiros sao moralmente reprovaveis, Scorsese o mostra de uma forma tao brilhante, com tamanha vitalidade, que acaba seduzindo a audiencia com ela. Eu confio no meu discernimento e quero muito ver esse filme.

Li que todo o elenco eh merecedor de indicacoes ao Oscar de Melhor Ator/Atriz coadjuvante:  Jonah Hill, como Donnie Azoff, sócio de Belfort nos negócios, prazer e crime; Rob Reiner, como o pai de Belfort, chamado de Mad Max por seu temperamento excentrico; Margot Robbie, como Naomi LaPaglia, primeiro amante de Belfort, em seguida, a segunda esposa, e Matthew McConaughey, em um papel breve mas de grande impacto, como um arrogante veterano de Wall Street que da rumo ao filme como um maestro.

Um trecho de uma critica que li na New Yorker me deu a certeza de que vou ver esse filme:

No, of course Scorsese doesn’t approve of Belfort’s actions; who would? We may wish that such behavior didn’t exist, but its existence is a central part of human nature, and there’s a reason that we can’t stop watching, just as we can’t stop watching the terrifying storm or the shark attack. Within the movie’s roiling, riotous turbulence is an Olympian detachment, a grand and cold consideration of life from a contemplative distance, as revealed in the movie’s last shot, which puts “The Wolf of Wall Street” squarely in the realm of the late film, with its lofty vision of ultimate things. It’s as pure and harrowing a last shot as those of John Ford’s “7 Women” and Carl Theodor Dreyer’s “Gertrud”—an image that, if by some terrible misfortune were to be Scorsese’s last, would rank among the most harshly awe-inspiring farewells of the cinema”.

Jerry Seinfeld. Comedians in Cars Getting Coffee. A terceira temporada começa em janeiro

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Comedians in Cars Getting Coffee é o projeto em andamento de Jerry Seinfeld no canal/website Crackle (www.crakle.com). A ideia é legal. Seinfeld é proprietário de uma coleção incrível de carros antigos. Na série, ele busca outros comediantes nestes carros antigos para, simplesmente, conversar e ir tomar um café.

Nas duas primeiras temporadas já Seinfeld já foi acompanhado nesses cafés por David Lettermann, Mel Brooks, Ricky Gervais, Chris Rock, Sarah Silverman e Larry David, entre outros. Depois do sucesso das duas primeiras temporadas, a terceira foi anunciada para estrear em janeiro de 2014.

Para relembrar, veja abaixo o episódio em que Seinfeld se fez acompanhar por Michael Richards, seu companheiro na série Seinfeld como o hilário Kramer. Evidente que as risadas estão garantidas, mas o episódio é tocante, quando Michael aborda o episódio em que perdeu a linha em um show e ofendeu algumas pessoas na plateia, o que rendeu muita dor de cabeça para ele.

http://www.crackle.com.br/c/Comediantes_em_carros_tomando_caf/Hora_de_brindar_Jerry_-_Legendado/8000675/